ATENÇÃO: Livro altamente recomendado a fãs de Ficção Cientifica. Leiam! porque os capítulos referentes ao tema, que desenvolvem teorias e etc., são inspiradores.
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SINOPSE:
Hathor de Markus Thayer. 352 pág. Novo Século. 2010.
John McBrian é estudante de engenharia e tem uma vida normal até encontrar um antigo mapa na biblioteca do King’s College. Acompanhado de seu professor e de seu melhor amigo, ele cruzará o oceano com o objetivo de chegar até onde o mapa aponta: a Serra do Roncador, no Brasil. Perseguidos por pessoas misteriosas e atormentados pela incerteza, eles serão movidos pela coragem e pelo desejo de possuir o maior de todos os tesouros.
Mas existe algo que ninguém sabe:
Apenas John tem a chave!
No Blog do livro você ainda encontra a opção de comprar do Autor autografado!
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O que me fez querer ler o livro foi o book trailer, quando vi fiquei curiosa, afinal um livro de ficção científica que se passava no século XIX, quem não ficaria? Logo pensei ‘- Tenho que ler!’
Comecei o livro empolgada, mas fui desanimando, os primeiros 4 capítulos foram até que bem daí pra frente comecei a travar e fui assim até o capítulo 9.
Eu não conseguia entrar no livro, pra mim faltou ambientação. Eu gosto de ver o que o personagem vê, é isso que me faz participar da ação com ele.
Nesse início de livro ela é sempre superficial, o que eu imagino ter sido uma escolha do autor.
Por se tratar de locais famosos e até mesmo clássicos no meio literário, imagino que ele não tenha se prolongado muito pro livro não ficar cansativo e muito longo.
Enfim, esse é um gosto pessoal, mas eu gostaria de ter sentido o cheiro de Londres nos fins de noite sob a bruma espessa… Sendo assim me perdi por algumas vezes, esquecia que estávamos no século XIX trazia a história a toda hora pra atualidade e acho que isso me fez perder um pouco do visual do inicio do livro.
Pra quem gosta de romance é um prato cheio, tá lá do início ao fim, não posso negar a sensibilidade do autor nesse sentido é aguçada, coisa pra poucos! Destaco o relacionamento dos protagonistas John e… (leiam o livro pra descobrir quem), achei os outros um tanto forçados com cenas muito clichês (há quem goste).
O início do livro é mais dedicado a apresentação e desenvolvimento das relações entre os personagens e o desenvolvimento deles próprios, durante a descoberta do ‘tesouro’ e a busca por ele.
Mas a partir do capítulo 10… Fiquei sem palavras!
Quando digo que a falta de ambientação foi opcional, digo por que ai (pra ser exata na p.164) tem uma descrição maestral, quando cheguei nessa parte o que veio a minha mente foi ‘That’s the stuff’, agora sim chegamos no ponto.
A partir daí entrei de cabeça no livro e só tirei 3 horas depois de ter acabado o livro!
‘Futuro e passado se misturam num mesmo lugar’ p.201
A partir daí quando o segredo é revelado, eles encontram o tesouro, é um mergulho vertiginoso em direção a complexidade, minha alma nerd comemorou todas as passagens sobre teorias cientificas, as descrições dos lugares e tecnologias, filosofias…
Os personagens ficaram mais densos; as piadas de Yuri, o russo comilão e seu colega Joseph Tyler ficaram mais engraçadas, algumas delas me lembraram passagens de O Guia do Mochileiro das Galáxias; e por vezes imaginei o Sir Oliver como o Challenger, o professor de O Mundo Perdido. A complexidade da sociedade construída é espetacular. Imagino se o autor vai explorar mais isso porque tem muita coisa ali. Pelo que vi no blog do livro esse parece ser o próximo passo do autor. (confiram lá)
A constituição dessa parte da trama é tão boa que fez valer à pena passar pelo início difícil.
A escolha do período histórico fez tanto sentido a partir daí, meados do século XIX, quando a maioria das teorias científicas que definem nossa ciência ainda hoje foram concebidas; o contraste da descoberta de John com a realidade da época em que ele vive é tão grande que leva as pessoas a pensarem numa série de implicações sociais e psicológicas que podem ser causadas por mudanças bruscas nos avanços tecnológicos.
O argumento da história toda é fantástico, pessoalmente tive problema com algumas passagens, mas isso não me impediu de ver o principal.
Acho que faltou um pouco mais de conflito, sempre que os personagens estão diante de um problema às soluções surgem um pouco rápido demais, segurar um suspense às vezes ajuda. E também senti falta daquele personagem dúbio, meio anti-herói, aquele que não é bandido nem mocinho. Achei os personagens todos muito bonzinhos pro meu gosto. O que tem uma explicação, mas ainda assim, senti falta.
‘-Novas tecnologias realmente se parecem com magia, até que sejam incorporadas ao seu paradigma e assimiladas pelo seu intelecto.’ p.220
No fim… Me peguei pensando no próximo passo evolutivo da humanidade, quem leu talvez entenda melhor o porque…
Qual é o próximo passo da humanidade em relação à evolução pra vocês?
Pra mim seria a realização da música Imagine do John Lennon. Esse seria um passo gigantesco para a humanidade!
Enfim, Hathor me deixa com uma esperança e várias idéias…
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Por Juliana Poggi que surtou e está procurando por todas as bibliotecas de São Paulo por um livro com páginas coladas em busca de um mapa secreto.
Tudo para poder ter um Pégasus.
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