Janeiro – Literatura Gastronômica

Pois então hoje tem a resenha do livro do DL2012, então vou fazer umas mistura bem bolada de resenha com a ficha de leitura proposta pelos organizadores do DL e vamos ver no que dá ok?

Opiniões são sempre bem vindas!

Ficha de Leitura

Tema: Gastronomia
Mês: Janeiro
Um pouco sobre o mim
Eu sou o (a): Juliana Poggi
Moro em (Cidade/Estado – UF): Moro no condado Andreense das Palmeiras Coloniais que fica em São Paulo terra da garoa.
Na net, você me encontra (Blog ou Site): Aqui no Caraminholas \o/
Neste mês, eu li:
Título, Autor do livro, Editora, Nº de páginas:

Julie & Julia. Julie Powell.
Editora Record. 2009. 352 pág.

No Skoob   Na Saraiva

Sinopse:


“Best Seller internacional e vencedor do primeiro Blooker Prize (que premia livros baseados em blogs), Julie & Julia é uma história de desafios e superação, de risos e lágrimas, de uma mulher moderna lutando para colocar ordem em sua atribulada vida. Prestes a completar 30 anos, insatisfeita com o emprego de secretária de uma repartição pública e sufocada pela pressão crescente para ter um bebê, Julie sentia-se incapaz de dar rumo diferente a sua vida. Para piorar um pouco mais, foi obrigada a se mudar com o marido para uma quitinete num bairro afastado, a quilômetros de distância do trabalho e dos amigos. Parecia mesmo um beco sem saída. 
Porém a solução estava no lugar mais improvável: no velho livro de receitas guardado na cozinha de casa da mãe. Meio por acaso, Julie se surpreende experimentando a primeira receita de Mastering the Art of French Cooking. Dado o primeiro passo, ela decidiu seguir adiante e enfrentar o desafio de fazer as 524 receitas contidas no clássico de Julia Child (uma das mais importantes apresentadoras de programas de culinária na TV norte-americana, aqui apresentada num delicioso prefácio da chef Rita Lobo) em apenas um ano – e escrever um blog relatando a façanha. “

A Edição: 
A minha edição é a da Little Brown em inglês. Paperback simples, como já estão acostumados os leitores que se arriscam por essas águas. Nada demais… 
Mas a Edição Nacional pela Record, de onde peguei a sinopse, tem um prefácio da Rita Lobo que fez diferença pra mim. Mas pra isso vou ter que começar a contar como foi a leitura do livro… 
Uma histórinha pra boi dormir ou començando a leitura:
Comecei lendo minha edição em inglês e lá pelas tantas tive um ataque de nervos, me revoltei contra o mundo e sismei que queria ler o livro em português. Ai você pode me perguntar ‘Mas porque?’ Oras vou ter que te responder não sei sou louca assim porque a leitura ia bem mas sismei oras bolas, me deixa! rs. 
Fui atrás da edição nacional emprestada e depois de ler o prefácio alguma coisa mudou, me identificava com os personagens, mas depois do prefácio onde a Rita Lobo cita a Ofelia e seu programa de culinária diário. 
Enfim, depois disso alguma coisa mudou um botãozinho na minha mente foi acionado e apartir dai o nível de identificação foi outro. Essa é uma das minhas loucuras literárias que nunca vou entender quiça conseguir explicar.
Mas em algum nível isso é culpa da Ofélia, da Palmirinha e provavelmente , se não principalmente, da minha Avó que é com certeza é a melhor cozinheira de todos os tempos, mesmo sem pratos franceses no cardápio.
O livro me lembrava de alguma forma uma infância descomplicada com programas culinários e tardes na cozinha, hoje já muito distantes… 
E como não se apegar profundamente a um livro assim? Foi inevitável!
E o mais engraçado é que depois disso voltei a ler minha edição em inglês sem problema algum… 
Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi…
A Meryl Streep! rs 
Adoro ela! É com certeza Top 3 das minhas atrizes preferidas. Então quando vi a capa o mundo se apagou e lá estava ela com aquela gargalhada glamurosa.
O livro é sobre…
Culinária? rs.
Ok…  história é a seguinte… 
Julie: secretária do governo, classe média, quase 30, casada com Eric, sem filhos e com muitos (três se não me engano) gatos… 
Um belo dia resolve fazer todas as receitas do livro de Julia Child (sua heroína culinária) e escrever sobre isso em um blog, são 365 dias e 524 receitas.
Julia: Casou tarde, também trabalha para o governo, mas aos 37 anos resolveu entrar para uma das mais conceituadas escolas de culinária francesa e se tornou Chef.
“Mas Julia Child quer que você – isso mesmo, você, que mora num dos milhares de conjuntos residenciais dos subúrbios da cidade, que tem um empreguinho sem futuro numa empresa qualquer e só dispõe de um supermercado Stop and Shop num raio de vários quilômetros – saiba como fazer uma boa massa e também como fazer para que aquelas vagens enlatadas fiquem saborosas. Julia quer que você se lembre de que é gente e, como tal, deve usufruir do mais básico dos direitos humanos: o direito de comer bem e gozar a vida.”
Eu escolhi este livro porque…
Na verdade escolhi porque já tinha o livro a algum tempo e uma parte imposta por mim ao desafio é ler o que tenho e não acrescentar mais livros as minhas prateleiras.
Então procurei aqui o que se enquadrava o tema de janeiro.
O livro era Julie e Julia que tinha comprado numa promoção lá por Julho do ano passado (2011).        
A leitura foi…
Ótima. 
Há muito tempo não lia um livro com tanto prazer!
Li devagar, degustei a leitura e me diverti a valer com Julie e suas trapalhadas na cozinha com uma dose grande de influência de Murphy. Afinal miséria pouca é bobagem.
E também é surpreendente. Porque DEUS como eles comeram coisas estranhas! 
Tem que ter muito amor e desapego pra comer molho de tutano de boi… Só como se você não me disser que é disso…
Mas ainda assim dá fome! 
“Despejei a couve-flor e o agrião em outra vasilha; mais louça para lavar. Tentei encaixar novamente as peças do moedor. Não. Não. Não sei como se monta isso. Não. Sei. Como. Se. Monta. Isso.”
Durante toda a leitura era inevitável pensar em muitas coisas que só nos ocorre quando estamos em estado de emergência na cozinha, como por exemplo a utilidade e inutilidade de alguns objetos e a insistente mania que as coisas tem de sair voando… 
O livro se alterna entre a Julie e a Julia (nesse ponto o filme mostra muito mais sobre a vida da Julia do que o livro) todo capitulo começa com uma carta da Julie ou de seu marido Paul falando de algum acontecimento que causou mudanças na vida do casal. E elas são breves.
Mas ainda me surpreendi por Norte Americanos conhecerem Alcachofra! (Ainda me resta a dúvida do Pastel, mas eu chego lá)
O personagem que eu gostaria de ter como vizinho: é com certeza a Julie. Por quê?
Ela é real! Divertida, atrapalhada, meio louca e às vezes boca suja, mas com um coração enorme. Como diria minha família ela é Bonna Gente!
E não pense que tenho segundas intenções porque mais de metade daquelas receitas eu não chegaria nem perto! rs
Ah e sem esquecer que a Julie é fã de Buffy! Putz! Ai me ganhou… 
Além dessa vida na cozinha Julia ainda trabalha como secretária numa agência que lida com o pós-11 de Setembro. Ela compartilha um pouco da sua visão política e sonhos um tanto utópicos…  
O trecho do livro que merece destaque:
“Meu marido arrulhava ao atacar seu delicioso prato de crepes flambados. Até onde sei, não há no mundo som mais sexy do que os arrulhos do homem que você ama diante dos crepes que você fez para ele. E isso manda para o inferno o Botox e os pescoços pelancudos.”  
Acho que esse trecho acima reflete bem a personalidade da Julie e o clima do livro…
Ok? Pode ser dois porque esse abaixo é hilário… 
Julie
“Por um período de duas semanas, no final de dezembro de 2002, exortada por Julia child, levei a cabo uma caçada assassina. Cometi atos horrendos, atrozes, e para minhas vitimas em potencial não havia um só recanto no Queens ou Chinatown que estivesse fora do alcança de minhas garras diabólicas. Se a carnificina não foi noticiada na imprensa local, isso se deveu apenas ao fato que de as vitimas não eram alunas de escolas católicas nem enfermeiras filipinas, mas sim crustáceos. Essa diferença significa que eu não sou uma homicida no sentido legal da coisa. Mas tenho sangue nas mãos, ainda que seja o sangue pálido das lagostas.”

A nota que eu dou para o livro: 
 Nota 5 com certeza! É um livro sensacional!
Recomendo: Pra quem gosta de dar risada e de comida… Corre ler! 
O Filme:
Inevitavelmente o filme fez mais sucesso que o livro, pelo menos é minha impressão, mas pra quem gostou do filme eu super recomendo o livro! 
São tantas as catástrofes que atingem a cozinha da Julie e tantos outros acontecimentos que não chegamos a ver no filme… 
O livro soma muito a história! E vale a pena. 
Enfim: 

Julia
“É o tipo de coisa que deixa a gente feliz, só de pensar nas possibilidades que existem por aí. (…) O que ele queria dizer era que as vezes temos vislumbres de vidas nas quais nunca havíamos pensado antes (…) e o mundo se revela muito maior do que pensávamos que era.”
A citação já deixa claro o que é esse livro pra mim, é aquele livro que mostra que existem tantas possibilidades na literatura e acho que o objetivo do DL é justamente esse: apresentar-nos novos temas! 
Bom e agora minha próxima incursão em literatura gastronômica será Como Água para Chocolate que é citado pela Julie nesse livro e que é acompanhado de uma história cômica! Pra dizer o mínimo… E vocês o que me dizem?
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