E é chegada a hora… Resenha sem Spoiler! Pode ler sem medo!
Se em O Nome do Vento conhecemos muitas das lendas que envolvem Kvothe, histórias de como se tornou herói e por vezes vilão, em O Temor do Sábio começamos a desvendar os segredos por trás delas, o significado de objetos ligados ao personagem e etc.
“Lembre-se de que há três coisas que todo sábio teme: o mar na tormenta, uma noite sem luar e a ira de um homem gentil.”
O Temor do Sábio. Patrick Rothfuss
Editora Arqueiro. 2011. 960 pág.
“O temor do sábio dá continuidade à impressionante história de Kvothe, o Arcano, o Sem-Sangue, o Matador do Rei.
Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens.
Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos.”
*Pulinhos de alegria para um livro ótimo!*
A Edição:
AudioBook (ING – Brilliance Audio) – O formato é ótimo! Apesar da minha inabilidade com ele… O Narrador tem uma voz agradável, afina quando vai narrar as falas de personagens femininas (o que é hilário!), faz os sotaques… Enfim, é realmente uma interpretação em áudio, de qualidade e muito bem feita.
Pra quem gosta do formato recomendo.
Edição da Editora Arqueiro – O livro Norte Americado de 1008 páginas ganhou uma edição robusta aqui no Brasil. O livro é muito pesado e acho que é um dos poucos pontos negativos.
Só não há espaço entre os capítulos (o que não me incomoda).
Acho que o único agravante é realmente o peso do livro que tem 960 páginas e tem mais de 1Kg.
O Livro:
Mais um vez encontramos Kote em sua pousada ‘O Marco do Percurso’ que em companhia de seu amigo, e aprendiz, Bast volta a narrar sua história para o Cronista . E assim damos início A Crônica do Matador do Rei: Segundo Dia.
Pra quem não conferiu O Primeiro Dia (e primeiro volume da trilogia) é narrado em O Nome do Vento, Resenha AQUI. Leia e depois volte pra conferir essa.
“…Tudo que eu queria estava na Universidade. Tudo o que eu queria era ficar lá.
Meneou a cabeça para si mesmo.
- É por aí que devemos começar.
O hospedeiro devolveu a folha de papel ao Cronista, que a alisou com uma das mãos, distraído. Destampou o tinteiro e nele mergulhou a pena. Bast inclinou-se para a frente, ansioso, sorrindo como uma criança agitada.
Os olhos brilhantes de Kvothe percorreram rapidamente o aposento, absorvendo tudo. Ele respirou fundo, abriu um sorriso repentino e, por um breve momento, não se pareceu nem um pouco com um hospedeiro. Tinha os olhos aguçados e luminosos, verdes como um talo de capim.
- Está pronto?”p.30
A narrativa de Kote prossegue de onde paramos em no fim de O Nome do Vento e continua com da mesma forma: Kvothe narrando seu passado e o narrador seu presente.
A distinção entre Kvothe e Kote para o autor também fica mais clara nesse livro, só se referindo a ele como Kote quando ele está se comportando como o hospedeiro, quando volta a narrar suas histórias ele volta a ser Kvothe.
O clima no Marco do Percurso fica cada vez mais pesado, a população da cidadezinha está cada vez mais agitada e preocupada.
A Leitura (ou a Saga de uma leitora):
A leitura foi ótima e a ansiedade era grande, aquela mistura de vontade de ler e vontade de fazer com que tudo dure mais um pouco.
Em suas 960 página o livro tem seus altos e baixos.
Na verdade eu diria alto, baixo e alto.
A Narrativa começa com ritmo, acontecimentos que nos deixa sem fôlego!
Mas esse ritmo decai lá pelo capítulo 50, ele se torna monótono assim como a vida do personagem (por isso imagino que tenha sido intencional) e a partir do capítulo 91 (Chama, trovão e árvore partida) começa a recuperar o ritmo em cenas sensacionais de ação e uma nova fase na vida de Kvothe. E assim segue até o final.
Como o próprio autor cita em suas entrevistas nosso protagonista está crescendo e assim como ele a narrativa e os temas abordados também crescem.
O Temor do Sábio se torna mais sombrio, mais violento e também mais instigante.
A magia de Kvothe se torna cada dia mais poderosa e seu nome cada vez mais conhecido.
Isso sem perder o tom poético de Rothfuss habilmente transmitido a nós por Vera Ribeiro. Os dois livros da série são muito bem traduzidos e não deixa que muito se perca na tradução.
Passei toda a leitura me perguntando ‘É agora que ele mata o rei?’ e bom pra descobrir isso você também vai ter que ler!
-32. Sangue e Cinzas
-33. Incêndio
-40. Marionetista
Em Marionetista temos a introdução de um novo personagem sensacional, uma figura cômica como só Rothfuss sabe criar.
A partir daqui fica mais fácil identificar algumas referências do autor, mas a genialidade da execução é todo mérito dele, Rothfuss não perdeu a mão! E alguns personagens secundários ganham mais destaque.
Ele continua a explorar as dimensões do mundo que criou com histórias e lendas… isso enriquece a trama de uma forma fantástica!
Recomendo: Para fãs de Literatura Fantástica e Alta Fantasia.
Classificação: Cinco Espadas Insensatas.
E agora?
Bom agora eu espero muitas coisas para o terceiro e ultimo livro, inclusive que ele não se torne o terceiro e penúltimo!
Mas pretendo fazer um post bem longo, bem nerd e com spoilers. Afinal o livro merece…
Mas tenho certeza de que será de proporções épicas.







